Publicado por: maresta | Setembro 27, 2009

ui!

(não, não me trilhei…)

durante esta semana, enquanto preenchia processos de alunos (oh!, what a joy!), tive muito tempo e matéria para reflectir sobre a coisa da presença online. sem bibliografia nem  leituras – daí dizer reflectir, e não aprender.

primeiro: tudo aquilo que eu associo ao meu nome cola-se à minha imagem. usar contas de e-mail com termos peculiares como “sexygirl127@qqcoisa“, “viagra_man@aspasaspas” ou “pequeninaefofa32” não é… bem. e ouvir, como resposta ao meu olhar mudo, a frase “ainda era miúdo”, não me convence. se deixaram as saias às pregas (algumas :P) e o ar rebelde sem causa, porque mantêm, como parte a sua identidade, um nome com o qual não se identificam? e quando se candidatarem a emprego, o que colocam no campo do e-mail? “xanocasLol”?

segundo: os cv’s. colocar no CV formato europeu (e aqui vemos porque é que a Europa é chamada de velho continente… aquele formato pode ser optimizado, mas cheira a revolução industrial) uma foto em que aparecemos super concentrados (versão1) ou saídos de uma festa (versão 2) também não soa muito bem. ou somos marrões ou somos anduleiros (expressão branquense para designar “pessoa que só anda em festas e noitadas”). mmmmm….

terceiro: o perfil do Facebook. há pessoas que ainda não perceberam que tudo (ou quase tudo) o que está na rede é pesquisável. que publicar as fotos da última festa, agarrada a um barril de cerveja e com um sombrinha de gelado na cabeça não fica bem. imaginem que a minha futura sogra decide pesquisar a minha vida na rede antes de entregar o anel de família ao meu husband-to-be: encontrar coisas como “xeguei da festa à pc. foi tótil, s palavras. migux, adoro-vuuuuuuux” daria um novo sentido ao ditado “bem estava Adão, que não tinha sogra nem camião”.

quarto (parte 1): gostei de ler este texto, de Robert Dwyer, que me chegou ao twitter via @pgsimoes. não o li com a profundidade merecida (tinha o “viagra_man” à minha frente) mas o pouco que li deixou-me mais aliviada: começa a discutir-se a ética ou as regras do twitter. neste ponto, o que mais (me) interessa não é tanto o que significa RT (já passei essa fase, graças à resposta a uma DM que enviei :P) mas poder ambicionar que, num futuro muito próximo, se discuta e reflicta sobre a comunicação em 140 caracteres.

quarto (parte 2): na semana passada recebi um tweet que questionava se fazer RT a uma mensagem significava concordância. respondi que, se não acrescentava nada antes do RT, sim. antes, não depois. por vezes aparecem RT’s de tweets publicados que, no lugar de incluírem a opinião antes da mensagem original (seja ela positiva ou negativa) colocam-na após o tweet de origem. uma espécie de passagem de “detestei o filme xpto” para “RT@maresta: detestei o filme xpto… senti o mesmo durante o último jogo do benfica LOL“. se o original é algo que só a mim diz respeito, o “pendura” trazer-me-ia, sem dúvida, problemas familiares até à terceira geração. tá mal.

quinto: já tenho blog no SAPO Campus :). com “maresta” no endereço, claro. de uma forma ou de outra, esta contracção do meu nome próprio e de família resultou numa coisa que, embora ao princípio rejeitasse, é já parte da minha identidade. ao ponto de não me registar em serviços que não aceitem este nome.

e para já é tudo. tarde de eleições e tal, a programação da TV é a de sempre (disney, disney, especiais notícias porque o candidato X votou, disney, disney)…

back to sapo campus, pr’a tentar personalizar um blog que, de mim, para já so tem o nome ;)


Respostas

  1. maresta (eu trato-te mesmo por maresta…LOL)
    gosto mesmo de ler os teus posts. e é claro, vieram-me à memória todas as cadelinhas69 e XpMs que já me passaram pelas mãos..

    bjs

  2. faltaram as aspas no “me passaram pelas mãos” :p

  3. Fiquei curioso com isto dos email e fui ver o que se passava em http://alunosntc.blogs.ca.ua.pt/index.php/Alunos

    Curiosamente não há nada que me tenha despertado atenção. Acho que só vi um 69 algures na lista :)

    O blog no SAPO Campus está bonito :)

    Vou ver se começo a tratar do meu e ressuscitar a ideia de escrever num blog com alguma regularidade.


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