aprendi em DMME que não devemos olhar para a árvore, mas para a floresta. a teoria da flexibilidade cognitiva é muito mais rica que isto mas só este bocadinho é quase uma estratégia e filosofia de vida. podemos analisar os factos, os momentos, como partes isoladas de um todo ou, em alternativa, podemos ver as relações que existem entre as partes (que deixam quase de ser estanques) e aprender mais pelo todo, pelos nós, pelas ligações, pela leitura relacionada dos eventos, que se analisássemos as pequenas batalhas sem termos a visão da guerra.
para o estudo que estou a (tentar) desenvolver dois caminhos se definiam: analisar a utilização de cada ferramenta ao longo dos dias ou analizar, ao longo dos dias, a utilização de cada ferramenta. o segundo parece-me melhor: só assim poderei, mais fácil e de forma mais sustentada, perceber a evolução da turma, da utilização das ferramentas, do decorrer das discussões.
quem leu o “Senhor dos Anéis” e viu a versão cinematográfica percebe o que quero dizer: enquanto Tolkien divide a trilogia em livros (a partir d’”As duas torres” cada um dos volumes tem dois “livros”, com a história do grupo de personagens), Jackson – adaptando, claro – intercala episódios, permitindo ao espectador perceber o que se vai passando ao longo de uma linha temporal. isto está bem explicado nos extras dos DVD’s (vistos, revistos e de novo vistos) quando dizem que só assim o espectador que não tenha lido os livros (haverá disso???) poderá entender realmente o que se passa, a evolução da história, os factores e eventos que determinaram alterações no comportamento das personagens. nos livros (apesar de tudo muito e sempre melhores que os filmes) esse trabalho é mais difícil, mais complexo. não fossem umas frases aqui e ali, para nos localizarmos na trama geral, e ficaríamos sem saber porque é que um caminho fica desimpedido, porque é que uma guerra se põe em marcha.
não sei se será a melhor estratégia. mas pelo menos é uma :). e, como boa geminiana que sou (somos mestres no planeamento e nem tanto na execução), sem isto estava difícil…
