Publicado por: maresta | Novembro 6, 2007

fontes de informação

numa passagem pelo meu mais que congestionado netvibes, encontrei um post (Blog Malaise) no blog de Siemens que fala, mais uma vez, sobre conhecimento, nós (no sentido de pontos de ligação), e informação. o post surge como comentário a um outro post de um outro blog :D, onde se coloca a questão – na qual penso frequentemente – da credibilidade das fontes de informação.

numa era D.G. (depois do Google), a informação já não se pesquisa nos livros: pesquisa-se na rede. avaliamos – pelo del.icio.us, por exemplo – a pertinência ou importância de um artigo pelo número de pessoas que o adicionaram à sua lista. consultamos os blogs recomendados nos blogs que consultamos, caindo sem nos darmos conta nas verdadeiras malhas da rede: rede de conhecimento partilhado, seleccionado e avaliado pelos nossos “pares”.

ora… se os sites que aparecem quando pesquisamos no google estão lá porque foram acedidos por muita gente – o café mais visitado é o mais popular, mesmo que as bebidas sejam pouco refinadas – não estaremos a caír no erro de alinhar no popular, no mais badalado, e não no mais credível?

continuo a usar o google como ferramenta principal de pesquisa, mas cada vez mais aplico “filtros” que me ajudem a não ir com a onda. filtros que podem ser recomendações de outras pessoas, citações em blogs que considero credíveis ou decorrentes de leituras mais cuidadosas.

como diz Siemens no seu post, “The fact is, today’s information currency finds its value in connections. And Google is the banker”. se por um lado a ideia do conectivismo, dos nós de informação, me fascina, por outro lado causa arrepios ver que numa turma de 38 alunos mais de metade cita os mesmos sites na sua bibliografia. que, por acaso e regra quase geral, acabam por ser os sites “top” de uma breve pesquisa no google.

admiro a beleza da matemática mas desconfio da pseudo-frieza da estatística: apesar do que diz o senhor Siemens, não estaremos a caír na armadilha da máquina? o fenómeno “o mais votado/visto é o mais importante” não tornará a internet, e a informação nela contida, uma espécie de gigantesca “família superstar” em que todos querem ser artistas mesmo sem ter talento ou arte?

como diria o senhor da RFM… “vale a pena pensar nisto


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