uma coisa que sempre me intrigou foi o não entender porque é que os agentes do CSI, quando entram numa Crime Scene, nunca acendem a luz. pelas impressões digitais não será, dado que as moças – nos seus cómodos saltos altos – andam de cabelos soltos espalhando ADN pela sala.
teriam os agentes mais famosos da TV alguma coisa contra os candeeiros de tecto? Seria algum fetiche por lanternas? haveria alguma mensagem subliminar escondida na forma como empunhavam os pequenos e brilhantes cilindros?
ontem descobri que não. numa manhã (decididamente) diferente, percebi que a explicação está na focalização do feixe de luz. ao permitir a visualização de pequenos segmentos de cada vez, aumenta-se a probabilidade de se perceber/entender aquilo que, perdido no contexto, poderia passar despercebido. é que a luz “geral” ilumina tudo e, dessa forma, anula as particularidades de cada objecto.
as cores e as formas lutam entre si, confundindo-nos. iludindo-nos. enganando-nos.
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uma das coisas que mais me custa é saber quando parar. definir o foco de alguma coisa, delimitar um raio de acção. a claustrofobia investigativa (estar forçosamente confinada a uma questão/tema) causa-me quase tanta agonia quanto ficar entalada numa camisola demasiado apertada, que teima em não passar do pescoço. arrepia, sufoca, aperta. wew…
por isso, quando ontem ouvi que “o óptimo é inimigo do bom”, fiz cinco segundos de auto-análise e concluí que quando queremos abarcar tudo, cobrir todos os aspectos do problema, acabamos por ou perder o rumo ou por fazer uma análise superficial de tudo – o que, em doutoramento, não é nada bom :P
lanternas precisam-se. e rápido :P
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(tenho que começar a migrar estas coisas para a gaveta. isto de estar a promover a integração e de estar a ler sobre identidade e, obstinadamente, continuar a fragmentar a coisa, não está com nada…)
